domingo, 11 de setembro de 2011

Precisa-se desesperadamente de algo que me tire desta angústia sem fim, esta dor que não sai do meu peito e essa lágrima que insiste em correr pelo meu rosto que há muito não recebe um sorriso.
Precisa-se de um antídoto. Algo que me traga de volta à realidade, que coloque meus pés no chão e me mostre a direção que devo seguir.
Que porra eu tô fazendo da minha vida!?
Até que ponto ouvir nosso coração é o caminho ideal?
Meu coração dói, sangra e nada há para ser feito, a não ser esperar os dias passarem e ver se o tempo se encarrega de tudo.
Fase difícil. E muito.
Por que não escolho o mais fácil? Por que não olho para trás e pego minha vida de volta? A pergunta é: Eu quero minha vida de volta? Ou quero uma nova vida?
Toda mudança é dolorosa, mas essa está sendo dura comigo, tenho que exercitar a paciência, a autoconfiança, e o respeito ao tempo do outro.
Enquanto isso fecho os olhos e penso o que estaria acontecendo do outro lado da Serra, mas na verdade, preferia nem saber...

A Outra

Ser a outra deve ser fácil. Não que seja, apenas disse que deva ser, e não que seja, tudo apenas suposição desta mente fértil que prefere elucubrar histórias a encontrar verdades.
Sim, digo que deva ser fácil porque A OUTRA não tem a responsabilidade de cuidar, não tem obrigação de prestar atenção quando não está a fim, e o principal: não transa por transar.
Por outro lado, a outra faz tudo isso porque quer, ela ama cuidar, presta uma atenção infindável a qualquer manifestação do ser desejado e transa loucamente e sempre que pode, apesar de passar o tempo todo tentando pegar para si esta pseudo-obrigação, e tem todos os melhores momentos do parceiro (a), porque os momentos difíceis são sempre com O/A TITULAR.
A OUTRA, se envaidece porque tem todos os dias da semana, torna-se uma "mulher de feira"- segunda-feira, terça-feira, quarta-feira... Conta para os amigos que leva vantagem sobre O/A TITULAR, porque tem 5 dias, enquanto que esse tem apenas 2.

Ok.

Mas é no sábado à noite que A OUTRA se dá conta do quanto ela não tem a mínima importância. Percebe que na verdade os 5 dias a que ela se referia não passam de duas horas por dia, o que totaliza 10 horas por semana, enquanto que O/A TITULAR, tem, no mínimo 24 horas, sendo que ainda tem uma vantagem incomensurável: Acorda junto, dá bom dia olhando nos olhos, e pode ainda levar café na cama...

Então, cabe a ela esperar pacientemente o Fantástico, dormir e dar boas vindas à tão sonhada segunda-feira, quando tudo volta ao normal acompanhada da certeza de que terão mais 5 dias juntos.

É, talvez ser "A OUTRA" não seja tão fácil assim.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O dia em que a idade chegou

27 anos. Um marco.

Sabe quando você acha que tem o mundo nas mãos e que pode fazer o que quiser? Que tem tudo sob seu controle? Sabe quando você pensa que é a dona dos seus próprios sucessos e responsável por seus infinitos fracassos?
Sabe aquela sensação de poder dominar o mundo, ser invencível e onipotente?
Pois é, tudo isso acabou com 27 anos. Os responsáveis? Pico de pressão e FC altíssima.
Pela primeira vez a sensação de impotência me bateu. Eu não podia controlar meu corpo, e pelo contrário, quanto mais eu tentava, mais meus batimentos se aceleravam.
Em uma semana tomei captopril e Atonolol, remédio para pressão e coração.
Jurei para mim mesma, essa semana eu páro com o sal e tento relaxar um pouco.
Mas como? Com o sal eu consigo parar, mas de me estressar, isso eu não sei se consigo. Minha vida está de cabeça pra baixo. Profissionalmente tudo ok, aliás esse setor da minha vida nunca me deu problema... Mas o pessoal, ah, esse é bicho difícil.
Sensível e intensa como sou, todo e qualquer tipo de envolvimento que eu possa ter com alguém acaba refletindo na minha saúde, mas confesso que nunca me abalou tanto como agora.
Tudo bem que não sou mais uma menina, mas também não tô tão acabada a ponto de não conseguir segurar a onda de fortes emoções.
Saudades de quando eu me apaixonava por um coleguinha da escola e o máximo que podia acontecer era a boca secar, a mão tremer e o coração bater mais forte. Agora não. Agora eu preciso andar com um arsenal completo de emergência: um pra acalmar, um pra baixar a pressão, outro pra normalizar a frequência cardíaca, um pra dor de cabeça, um relaxante muscular e, claro, um pantozol pra proteger o estômago de tudo isso.
Conclusão: a idade chegou.
E depois dizem que o amor faz bem em todas as idades. Olha, não sei bem até que ponto isso é verdade, a única coisa que sei é que mesmo com tudo isso ainda sinto que vale a pena...

E assim, de uma forma meio torta de se compreender o sentido da vida, concluo que a paixão é o que alimenta nossa sede de viver e nos dá mais vontade de sermos cada vez melhores.

Por isso vou me matricular numa academia e começar uma dieta hoje. Afinal, ainda quero poder sentir tudo isso por muitos e muitos anos.

#Fui!

Os Imorais - Zélia Duncan

Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz
Os imorais
se chocam
por nós
Por nosso brilho
Nosso estilo
Nossos lençóis
Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz
Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz
Os imorais
sorriram pra nós
Fingiram trégua
Fizeram média
Venderam paz
Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Hot N` Cold

You change your mind
Like a girl changes clothes
Yeah, you PMS like a bitch
I would know

And you over think
Always speak cryptically
I should know
That you're no good for me

Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up

(You)
You don't really want to stay, no
(You)
But you don't really want to go

You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

We used to be
Just like twins, so in sync
The same energy
Now's a dead battery

Used to laugh about nothing
Now you're plain boring
I should know
That you're not gonna change

Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up

(You)
You don't really want to stay, no
(You)
But you don't really want to go

You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

Someone call the doctor
Got a case of a love bi-polar
Stuck on a roller coaster
Can't get off this ride

You change your mind
Like a girl changes clothes

Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up

You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up

(You)
You don't really want to stay, no
(You)
But you don't really want to go

You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

(Kate Perry) - Porque o momento merece...
Tem gente querendo F#&%@ meu juízo. E tenho dito.

Só.

Apenas.

E já é muito.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Estranhos Conhecidos...

Hoje me pego pensando como podemos conhecer algumas pessoas tão bem sem sequer termos uma história ou vivido algo de extraordinário com esse alguém.
Percebo que sintonia e empatia estão interligadas num pequeno cordão, que às vezes estica e às vezes se rompe...
Como pode você gostar de uma pessoa que viu apenas uma vez e querer partilhar com ela momentos diários, intimidades e segredos profundos?
O ser humano é complexo. Ponto. E isso todos sabemos, não há novidade nesta constatação. Mas a complexidade dos sentimentos, pensamentos e conclusões é que permeiam o instrumento caótico que é a comunicação verbal e subliminar entre dois seres.
Por que não nos entregamos ao que sentimos e vivemos sem cobrar qualquer explicação da vida ou do outro? Por que temos que alimentar nossa desconfiança no que é certo ou deixa de ser? Por que temos medo de trocar o certo pelo duvidoso?
Por que tudo o que é irracional nos dá medo e afugenta nossa coragem?
O gostar é sublime, mas não permite subliminaridades. Não é certo tentarmos dizer algo por trás de palavras dúbias ou frases que permitem entonações tão diferentes quanto seus possíveis significados. Isso é covarde.
Bom mesmo é abraçar, beijar, permitir-se... E como diz Clarice, mergulhar!
Eu não tenho medo. De nada. De falsos julgamentos, de verdadeiras catástrofes, de meio-amores. Nada temo. A não ser o de me perder nos meus próprios conceitos e pré-conceitos, estabelecidos de acordo com a imagem de uma sociedade primitiva que se amolda à tecnologia do futuro, sem, contudo, acompanhar a evolução dos sentidos.
Estamos caminhando para um buraco sem fim. Conversas de horas numa mesa de bar estão sendo trocadas por "tecladas" do computador ou até mesmo do "touch" do celular.
Não sentimos cheiro, nem gosto. Estamos presos numa pseudo idéia de liberdade sem fronteiras que a cada dia nos aprisionam num universo cada vez mais só nosso.
Nossas expressões perderam viço, e foram transformadas em "emoticons", os quais sabemos utilizar bem melhor do que nossa própria reação. Não sabemos reagir a estímulos impactantes.
Tornamo-nos pessoas de cêra. E quando conhecemos alguém que nos permite reviver a arte de nos comunicarmos verdadeiramente, não podemos sabotar o que sentimos. Não devemos afastar o que nos faz bem. Na verdade, é bem mais que isso. Somos proibidos.
E isso só acontece com quem pouco conhecemos. Deve ser a busca pelo desconhecido brincando de pega-pega ou esconde-esconde com nossa própria verdade.

domingo, 26 de dezembro de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um novo (e eterno) amanhecer

E um belo dia a moça de sorriso triste, semblante desacreditado e coração murcho abriu a janela de seu quarto, admirou o sol nascendo, e pensou que talvez fosse a hora de seguir em frente e acreditar que poderia ser diferente.
Mas não dava...
Ainda não era a hora...
Passou mais um dia curtindo a amargura de ser diferente, de saber que o mundo não lhe compreendia, de ver que as pessoas vivem em seu egoísmo mais profundo e que neste mundo não haveria espaço para ela.
Assim passaram-se mais alguns dias...
Outras manhãs ensolaradas passaram por sua janela, uma andorinha pousou em seu parapeito a fim de lhe mostrar o mundo lá fora, um mundo que ela não conhecia, que fingia não conhecer, ou que simplesmente não QUERIA conhecer.
Baseada em dias passados, em que outros pássaros também tentaram lhe mostrar o mesmo, tentou se esquivar daquele ser que tanto queria lhe dar o mundo.
Parecia em vão.
Mas aquela andorinha era diferente. Tinha algo que as outras não tinham.
Ela estava realmente disposta a lhe mostrar que o Sol que brilhava do lado de fora de sua casa poderia ser o mesmo que brilhava para outras pessoas, mas o que fazia a diferença era a forma como cada uma percebia tal fenômeno.
Aquela andorinha era diferente. Seu olhar era mais profundo que o das aves anteriores.
Ela olhava aquela moça com uma intensidade e profundeza que fazia com que ela se sentisse segura para voar com ela. Mas o medo ainda a impedia.
Outras vezes caíra na conversa de outros pássaros que a seduziram e a fizeram desejar nunca ter acreditado neles.
Aquela andorinha era diferente. Era dona de uma magia que lhe dominava os batimentos cardíacos e fazia com que sua respiração ficasse ofegante todas as manhãs, enquanto aguardava a tão esperada visita.
Durante as 24 horas que se seguiam após a despedida, ela relembrava como eram as visitas dos outros pássaros, lembrava-se também que todos eles depois de um tempo deixavam de visitá-la... Era só ela demonstrar o quanto precisava deles. Isso fez com que ela não demonstrasse mais essa dependência para nenhum pássaro. Pois ela sabia e ressentia a dor que cada um lhe causou com sua ausência.
Mas...
Essa andorinha era diferente.
Com muita cautela e uma pitada de sabedoria, foi entrando em seu coração e preenchendo aquele vazio, restaurando cada pedacinho, semeando amor com dedicação e paciência, mostrando à moça que não precisava ter medo, que seria incapaz de lhe machucar.
Ela não queria. E queria.
Tinha medo. E não tinha.
Desejava sem querer e queria não desejar aquela presença que, como tatuagem, parecia ficar para sempre em seu coração.
Ela sentia uma saudade infinita e quando acordava se sentia ingênua por ter desejado tanto. E se houvesse qualquer atraso ela já se arrependia de tê-la desejado.
Mas o que será que os outros pássaros fizeram que a deixou tão incrédula?!?
Talvez eles nunca lhe tenham feito nada. Talvez ela mesma tenha se deixado machucar. Talvez tenham passado em outras manhãs apenas com a finalidade de fazê-la dar tamanho valor a esse pássaro. Uma andorinha que até hoje continua sobrevoando sua casa, pousando em sua janela e olhando-a com o mesmo zêlo e carinho do dia que trocaram as primeiras palavras, do dia em que apareceu em seu parapeito e a moça perguntou: "Oi, tá ocupada?!"
E assim ela continua todas as noites, olhando o céu, pedindo às estrelas e suplicando à Lua, que o Sol venha sempre acompanhado de SUA andorinha.

(Natalia Viotti)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Minha profissão

Tem gente que pensa que advogado não tem vida social. Bom, eu não penso assim, eu tenho absoluta certeza...
Nós estamos todos os dias fazendo audiências em vários lugares e depois ainda temos que retornar ao escritório para cumprir os prazos: fazer defesas recursos, manifestar-mos sobre despachos boçais, etc etc etc...
Tem gente que diz que advogado ganha bem e trabalha pouco. Por favor me apresentem esse cidadão que consegue essa mágica. Sim, porque até onde sei, os poucos que se dão a esse luxo já "ralaram" muito no passado, portanto, frágil a alegação genérica de que advogados não trabalham. Podemos, apenas e tão somente, afirmarmos que se trata de uma profissão na qual o indivíduo pode ter uma velhice tranquila, com conforto e algumas viagens que extrapolam o bolso do brasileiro comum.
Ah... isso eu posso dizer! Conheço vááááários advogados que passam o ano viajando, comprando, trocando de carro, e essa infinidade de coisas que nós, jovens, passamos anos a desejar.
Porém, posso dizer ainda, que esses também gastam boa parte de seu dia com terapias, fisioterapias, e todas as demais "ias" que nosso vil vocabulário conhece. Gastam também, boa parte do que ganharam, com remédios e mais remédios que possam lhe dar um pouco daquilo que perderam em grande quantidade quando eram jovens e buscavam crescimento profissional: SAÚDE.
Não quero me tornar uma advogada amarga e ranzinha com meus 40 anos, solteira e irritada como a maior parte das advogadas que conheço.
Preciso arrumar mais tempo para mim, estou em falta com meus amigos e lembro que a última vez que saí foi para o lançamento de um livro de Direito Desportivo do Dr. Lívio (foto abaixo). Isso mesmo, minha útima saída foi para relacionamento social/profissional!!!


Demos muitas risadas, aliviamos o estress do dia e estávamos ótimos para trabalhar no dia seguinte. E esse momento marcou demais um término de um ciclo e começo de outro. A partir deste dia passei a encarar a vida com outros olhos e a dar mais valor a tudo que ela me proporciona.

Hoje estou muito cansada, caindo de sono, e talvez não esteja escrevendo nada com nada, mas o fato é que eu sentia muita necessidade de voltar a escrever e da mesma forma que concluí que precisava trabalhar menos e dar mais atenção aos meus amigos, resolvi voltar a escrever, já que é um hobby que estava guardado no fundo de uma das gavetas da minha alma.

Não posso permitir que minhas vontades fiquem à margem do meu trabalho. Ele é importante sim, claro, pois sem ele não moraria onde moro e não frequentaria os lugares que frequento, mas de nada me adianta poder fazer todas essas coisas e não ter tempo para fazê-las ou aproveitá-las da forma que desejaria.

Decidi que ia parar de trabalhar e postar aqui, bem no meio do trabalho...

E não é que me fez um bem danado!?

Sinto uma saudade frenética de alguém que me coloco a refeltir que talvez não seja racional o que sinto.

Não sei o que está acontecendo. As palavras não traduzem sentimentos a esta altura. Esse ciclone que invadiu meu peito sem pedir licença, tampouco sem data para ir embora tem me tirado de órbita. Aliás, é um ciclone tão devastador e tão suave ao mesmo tempo, que custo a entender como é possível tamanho antagonismo.

Ou realmente tenho trabalhado demais a ponto de confundir o que eu mesma sinto, ou talvez devesse trabalhar mais ainda para pensar menos em tudo isso.

Não sei o que pensar, portanto, vou me entregar ao que sinto e... Pau no gato!!!

C'est la vie!!!

"E até quem me vê, lendo jornal, na fila do pão... sabe que eu te encontrei.."

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Muito feliz!!!!

















Amando essa nova fase!!!!

E que venhas coisas boas porque eu estou aberta a viver muito e mais!!!

domingo, 18 de abril de 2010

"O vento irá dizer, lento, o que virá..."

Posso ouvir o vento passar, assistir à onda bater, mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer vou acordar para o tempo e para o tempo parar:
Um século, um mês, três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
Posso ouvir o vento passar, assistir à onda bater, mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer vou acordar para o tempo e para o tempo parar:
Um século, um mês, três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
- Como pode alguém sonhar o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer
e isso, eu vi, o vento leva!

- Não sei mais
sinto que é como sonhar que o esforço pra lembrar é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem
então o que resta é chorar e talvez, se tem que durar, vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três, se as vidas atrás são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer lento o que virá,
e se chover demais, a gente vai saber, claro de um trovão,
se alguém depois sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!

(O Vento - Los Hermanos)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Decepções

Bom, mais uma semana acaba e graças a Deus é chegado o tão esperado fim de semana!!!

Nossa, esses dias têm sido muito complicados. Muito trabalho, muitos problemas e até decepções.

Meu carro quebrou em Moema, perto da casa de uma pessoa muito especial, pelo menos era como eu a enxergava. Não tive tempo de resolver o problema no mesmo dia e deixei para o dia seguinte.

Fiquei esperando o guincho das 17h30 às 21h, enquanto esta pessoa estava no bar bebendo com uma amiga que não via há um mês aproximadamente. Quanto a isso não vejo nenhum problema.

Fiquei muito chateada porque penso que poderia ter dado um pulo onde eu estava para me dar um apoio moral, coisa de 10 ou 15 minutos, e poderia ir junto com a amiga, já que eu tb a conheço.

Mas isso escapa da boa vontade, seria demais. Vale ressaltar que estava há poucas quadras de distância do tal bar, dava pra ir à pé até onde eu estava.

Meu, eu fico passada com essas atitudes.

Não contente, ainda me mandou um e-mail para que eu entendesse os SEUS motivos. Sinceramente, é muito egoísmo pro meu gosto.

Penso que qualquer relação que se estabeleça é cultivada à base de respeito, carinho, cumplicidade e companheirismo.

Seu e-mail foi fundamentado no fato de que se precisasse resolver algo, não iria procurar ninguém, iria resolver só e POUPARIA qualquer pessoa de ficar "sofrendo" junto.

Que pena. Acho que essa pessoa precisa aprender que muitos momentos ruins da nossa vida ficam melhores quando alguém está ao nosso lado.

Não a culpo. Qualquer ser humano que se relacionasse muito tempo com alguém que não se importa e não dá a mínima para a outra acabaria por se transformar numa pessoa individualista e insensível.

Não a culpo. Mas não sou obrigada a conviver com isso. Somos diferentes e hoje chego a conclusão de que não quero isso para mim. Não quero ao meu lado alguém que não consegue exergar nada além do próprio umbigo.

Não quero tomar nenhuma decisão precipitada, ainda gosto do que temos, ainda penso que podemos nos entender, mas para isso é necessária uma boa conversa.

Algumas atitudes nos afastam e fazem com que percamos o olhar apaixonado que antes nutria a relação. Estou triste porque penso que ao meu lado está uma pessoa que no futuro não me seja companheira. Quem sabe depois do que eu falar eu escute algo menos desfavorável que o e-mail que li.

Não queria que ficasse comigo o tempo todo. Não queria que não fosse no bar. Apenas me coloco em seu lugar e vejo que se fosse o contrário eu certamente pegaria a minha amiga e falaria: "amiga, que saudades!!! vc não sabe, a nat tá na maior enrascada, vamos dar um pulo logo ali pra ver como ela está? Depois a gente vai pro bar... só pra dar uma força e ela não se sentir tão desamparada..."

Pronto, mas isso seria impossível, afinal de contas três quadras nos separavam... Continuo passada.

Não sei o que respondo no e-mail, porque sinceramente, não tenho vontade de falar mais nada.

Uma coisa eu digo: EU MORRO E NÃO VEJO TUDO!

sábado, 3 de abril de 2010



Feliz e com saudades de você...

Páscoa é renascimento... Que assim seja com o nosso amor!

Te adoro muito e às vezes sinto que te amo. Como gostaria de saber se com você também é assim...

Será que um dia voltaremos a nos olhar nos olhos e encher a boca para dizer "eu te amo"?!




terça-feira, 2 de março de 2010

Oi, tudo bem?

"– Ola! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar um lugar no futuro... E você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo... Quem sabe?...
– Quanto tempo!...
– Pois é, quanto tempo!...



– Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios!
– Oh, não tem de que! Eu também só ando a cem!...
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!

– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos... Quem sabe...
– ...Quanto tempo!
– Pois é... Quanto tempo!...
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone! Eu preciso beber alguma coisa rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal!...
– Eu procuro você...

– Vai abrir!...
– Prometo, não esqueço...

– Por favor, não esqueça. Por favor!...
– Adeus!

– Não esqueço...
– Adeus!
– Adeus!" (Paulinho da Viola - Sinal Fechado)

E assim as pessoas vão se esquecendo...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Devaneios


O mundo é meu e eu tenho muito ainda pra viver, rir, chorar, aprender...
A vida é superação todo dia, um crescimento após o outro, um tombo e uma "sacudida". E é isso que é mais inspirador, a característica cíclica e evolutiva da espécie humana.

O fato de podermos ser mais do que fomos ontem e menos do que seremos amanhã nos torna pessoas cada vez mais fortes e donos de nós mesmos, seres capazes de construirmos pontes entre as pessoas de onde certamente sairão grandes e inabaláveis amizades. Para isso, respeite SEMPRE as pessoas que gostam de você, trate-as com carinho e NUNCA se utilize de uma confiança que em ti um dia foi confiada para se sentir mais ou melhor que alguém.

Perceba quais atitudes podem ferir gravemente alguém, pense se é algo que realmente você precise ou se apenas se trata de um capricho, pois aprendi que os caprichos se acabam e você percebe que magoou alguém querido com toda a força, sem ser REALMENTE necessário.

Viver não é fácil, mas não é por isso que devemos tornar ainda mais difícil.




Pra Terminar

"Pra começar
Dizer que o amor chegou ao fim
Esqueça de me perguntar
Se ainda há amor em mim

Pra te enganar
Escondo num sorriso a dor
Que sinto ao te ver passar
Na rua com seu novo amor

Se eu te encontrar
Não me pergunte como eu tô
Não saberia te explicar
Pra mim ainda não terminou

(...)

E pra terminar
Dizer que o amor chegou ao fim
Esqueça de me perguntar
Se ainda há amor em mim"

(Ana Carolina)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Nostalgia

Tô super dodói, e o problema é que quando estamos assim, acabamos ficando meio vulneráveis, sensíveis e com saudade de quem não devíamos ter...
Eu quero um mimooooooooooooooooooooooo
Snif snif snif...

"... Tô com saudade de você debaixo do meu cobertor, e te arrancar suspiros, fazer amor..."

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

É carnaval!!!!

E daí?!

Juro que tento entender o por quê tanta animação nessa época. Muitos dizem que é muita energia, outros dizem que tem muito beijo na boca, alguns falam que simplesmente não há explicação.

Essas justificativas só me fazem pensar que essas pessoas passam o ano todo esperando por esses 5 dias. Ou porque passam os outros 360 desanimadas e/ou porque vivem sozinhas.

Eu tenho tanta vida dentro de mim, que esses 5 dias não são muito diferentes dos outros 360 que o ano tem. Na verdade esses 5 dias servem pra eu viajar, passear com pessoas que gosto, descansar ou até cansar tb, rs... Mas não PELO fato de ser CARNAVAL, e sim porque são 5 dias sem trabalhar.

Amanhã estarei em Tocantins, comemorando 10 anos de amizade com a Gê, com a Jana, Tati, Ciço, e outros que marcaram muito minha vida.

2010 é vida nova, chega de cometer os mesmos erros de 2009, estou disposta a me reinventar e viver grandes momentos com pessoas que realmente fazem questão de estar comigo, que realmente são importantes para mim porque eu também sou importante para elas.

Chega de ficar com quem não está nem aí. Comigo é assim, seja quente ou seja frio, mas não seja morno.

Se eu disser que está sendo fácil estarei mentindo, mas que estou pronta e super disposta a virar a página, ah isso eu estou.

Quero ficar com quem me faça bem, com quem me deixe feliz, com quem me trate bem e me respeite!

Só por hoje....

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

"Amores Que Nos Fazem Mal"

... amizades que nos fazem bem....

Estou lendo esse livro, e confesso que sinto não tê-lo lido antes. Hoje consigo ver que poderia ter me dado muito mais valor do que eu realmente me dei.

Sabe quando você pára e percebe que tudo não passou de uma ilusão? Pois então, acho que está caindo minha ficha...

Gostei tanto de uma pessoa que esqueci de mim. Será que nada teve importância? Será que foi tudo de mentira??? Não consigo acreditar que as palavras que foram faladas até 4 ou 5 dias atrás já se perderam no vento...

Nem tudo está perdido, até porque eu realmente percebi que tenho amizades sinceras. Esta semana eu e uma amiga não nos desgrudamos, e estou muito feliz, queria que ela soubesse o quanto é importante pra mim, mas não sei como demonstrar.

Temos a mesma profissão e as mesmas neuras, o que já é um grande passo pra uma amizade engrenar... Ela tem cuidado de mim como há muito ninguém cuidava.

No domingo tomamos solna casa da Claudia, sua irmã. Almoçamos por lá, depois fomos ao shopping levar a Isabela, sua filha, para fazer a unha. Procuramos por toda parte o esmate "rosa chiclete" porque a Isabela adorou na minha mão!!! rs... Não achamos, fiquei de comprar na Ikesaki essa semana.

Segunda fui pra casa dela lavar roupa, lavamos duas máquinas!!! Usei 2 varais... Foi divertidíssimo, quase caiu tudo na nossa cabeça. Jantamos, batemos papo, "brincamos" de salão de beleza, rs... ela teve a coragem de pedir que eu tirasse sua sobrancelha... medoooooooooo

Acabamos dormindo conversando. Às duas da manhã este ser acorda e me manda deitar direito, tínhamos dormido em cima do edredon, de roupa e tudo. Credo, estávamos muito cansadas.

Terça fomos ao supermercado. Quarta fomos tomar um passe e depois jantar na casa dela. A moça que trabalha lá passou TODAS as minhas roupas! Incrível!!! Uma fofa, me senti super querida e especial. Depois ficamos um pouco na internet, eu a ajudei a fazer umas coisas de trabalho e depois me levou pra casa.

Hoje nem fui pro escritório quando minha audiência acabou, vim direto pra cá, pro escritório dela. Daqui a pouco vamos dar uma volta.

Olha, que bom que posso contar com você pra lembrar de mim. Espero te ajudar e ser tão importante quanto você é pra mim. Obrigada por tudo!!!