quinta-feira, 30 de julho de 2015

24 horas sem Facebook

Ontem de manhã me dei conta de quão vazio era ter uma vida exposta em uma rede social.

Sim, era uma rede social composta por alguns amigos e as postagens eram privadas, de forma que só tinha acesso ao conteúdo lá publicado quem fizesse parte da minha lista de amigos. Só que era justamente aí que estava o problema: minha "modesta" lista era preenchida por aproximadamente 600 amigos.

WOW!!! Como pode alguém ter 600 amigos?! É simples:

Não pode.

Eu certamente tenho vários amigos, mas duvido muito que o número de pessoas com quem eu realmente desejo compartilhar minha vida supere o número de primaveras que já completei, e sim, fiquei assustada e fiz uma reflexão sobre o que as pessoas geralmente falam:

"- Ah, mas eu só posto bobagem, nada comprometedor..."
"- Ah, mas eu nunca faço check in em lugar nenhum..."
"- Ué, quem não tem nada para esconder não tem problema em postar..."
"- Ih, tá querendo se esconder de quem?"

E tem aquela máxima também:

"Eu tenho, mas não tem nada meu lá, eu só uso pra ver o que os outros postam...". (Esse, pra mim, é o voyeur da rede social - não se expõe, mas adora saber o que há de podre no Reino da Dinamarca).

Pois então, mesmo que eu não postasse nada, tudo aquilo que um dia já foi postado continuaria lá, a menos que eu tivesse tempo - E SACO - para deletar todas as milhares de postagens desde meu cadastro no Facebook: Agosto de 2010.

Sim, foram 5 anos de extrema exposição. Viagens, restaurantes, brigas, piadas, acontecimentos, mudanças de emprego, conclusões de curso, novas amizades, interesses em livros, músicas, cantores, escritores e, pasmem, até comidas. Tudo lá, a Natalia Viotti estava lá, despida e pronta para ser "sabida" por quem quer que fosse e a qualquer tempo.

Era um raio-x da minha essência, tudo aquilo que deveria ser descoberto aos poucos e apenas por alguns estava lá, de graça, como numa "bancada de um hortifruti".

Aliás, o Facebook realmente se parece com uma rede varejista de frutas e legumes. Consigo até imaginar o Mr. Mark Zuckerberg, anunciando seu produto assim: "Venham, olhem os perfis que temos aqui! Temos os perfis mais divertidos, exóticos, diferentes, comuns, simples e exuberantes da Terra! Faça o seu também e vamos todos ficar vendo quem faz mais coisas, quem viaja mais, quem sai mais para jantar, quem é melhor sucedido, quem tem mais amigos, quem tem envelhecido mais, etc, etc, etc... Aqui você vai encontrar "o fruto mais suculento do mercado, sem agrotóxicos, 100% orgânico".

Aí é que está: Com tantas pessoas fazendo parte da rede umas das outras, até esquecemos quem está lá e acabamos mesmo confundindo o face com um "querido diário" e sendo até "100% orgânicos e livres de agrotóxicos", mas será que é realmente interessante estarmos tão "transparentes" assim para o mundo?

E não me venha com essa de "ah, não posto nada". Posta sim. E quando não posta pode ter certeza que alguém já fez por você e te marcou. Ah, já sei, você é daqueles que precisa aceitar a marcação... hum, pois bem, se seu amigo tirar uma foto com você e postar na timeline dele, todos os amigos dele verão, independentemente de você ter ou não aceitado. E certamente dentre os amigos dele estarão alguns dos seus ou até mesmo outros que você preferia nunca ter conhecido.

Agora, se você é daqueles que ficam só olhando a página dos outros... meu amigo... procure ajuda, e logo!

Seja já que tipo de usuário do face você é, faça diferente. Leia um livro, procure um seriado para acompanhar, ligue para um amigo, retome as rédeas da sua vida. Tenha o controle sobre quem e o que sabem da sua existência.

Não vou mentir, não será fácil. Nessas 24 horas eu já peguei o celular umas 1000 vezes, coloquei a senha e... fiquei olhando para a tela, sem saber o que fazer, pois aquele ícone azul com a letra "f" não estava mais lá e eu estava me sentindo perdida, fora do mundo, mas sei que em breve isso vai passar e quem realmente for importante vai achar uma maneira de manter contato e, de fato, se fazer, presente.

Tente fazer o mesmo, ao menos por umas semanas, como se fosse um teste. Conquiste pessoas. Reconquiste. Retome laços de verdade, sem se apoiar num pseudo-contato que não passa de uma conexão virtual.

Entenda o verdadeiro significado do verbo conectar.

E, se depois de tudo isso você ainda se sentir entediado, me procure! Podemos andar de bike no Ibira, pegar um sol na praia, ir ao cinema, assistir a uma peça de teatro (mesmo que seja tosca) e, na pior das hipóteses, podemos ficar em casa "de boa", pois lá não falta vinho - e papo tem de monte!

A vida é um parque que deve ser curtido da melhor forma possível e cabe a você, decidir quando e com quem vai dividir a gangorra!




sexta-feira, 26 de abril de 2013

Relato de uma gordinha - Superando vontades, vencendo preguiças - PARTE 01


Genteeeeeee!!!

Hoje termino meu dia muito orgulhosa de mim, e vocês saberão o motivo!

Farei primeiro um breve resumo dos últimos acontecimentos: Tirei duas semanas de descanso do trabalho e fui para um SPA com minha mãe, onde ficamos por uma semana, perdemos alguns quilos e aprendemos formas diferentes de nos alimentarmos e de viver a vida.


No retorno fiquei uns dias em Santos e ontem voltei para minha casinha aqui em SP. Enquanto estava longe da minha geladeira e da minha dispensa tudo corria bem, até que ontem à noite tive uma vontade ABSURDA de comer chocolate e confesso que ainda mantenho no armário da cozinha chocolates de várias marcas, vários sabores e até pedaços de ovos de páscoa.

Viram o perigo? Bastava que eu abrisse uma portinha que fosse da dispensa que o sacrifício teria sido em vão... (14 dias sem carne, sem chocolate, sem carboidrato branco e sem bebida alcoólica).

Foi então que entrei na cozinha, peguei um copo, enchi de água até a boca e comi um morango pensando que era bem mais gostoso que o tal chocolate.

Pensei: Amanhã eu como um pedacinho depois do almoço, assim terei o dia todo para queimá-lo.

E hoje? Hoje acordei, comi meu mamão, tomei suco de caju, fui conhecer um restaurante na Aclimação (à pé), caminhei no parque e voltei.

Passei em um curso de inglês e fiz uma prova para saber em qual nível deveria entrar, pois há anos não estudo e percebi que estava perdendo o que aprendi e... SURPREEEEESA! Só não gabaritei porque errei um verbo, ou seja, a atendente disse que não havia módulos para mim, apenas e tão somente a conversação. Uhuuuu!!! uma despesa a menos, então está resolvido, em junho, assim que abrir uma nova turma eu tô dentro!

Para terminar o dia, entrei numa academia, fiz minha matrícula e comecei hoje mesmo. Meia hora de Transport, meia hora de musculação e abdominal, meia hora de aula de Jump Fit e terminei com alongamento.



No caminho para casa comprei um abacaxi, cheguei em casa, tomei banho, preparei meu jantar (duas fatias de abacaxi), escrevi este post e agora vou ver minha novelinha.



Bom, como a academia abre aos fins de semana, vou dormir cedo porque amanhã tem mais. Detalhe: Lembram do chocolate? Só lembrei dele agora a pouco! Vai ficar para amanhã, kkkkkkkkkkkk!



E assim vou seguindo, um dia após o outro, porque mudar hábitos não é fácil e a jornada é longa. Então...

Só por hoje... Bjs a todos!


Uma semana em um SPA

WOW! Agora que percebi que há quase dois anos não escrevia aqui, o que será que aconteceu comigo durante todo este tempo? Nananinanão! Isto está muito errado!!! Vou voltar a escrever hoje, tá decidido. Vamos lá então, com o primeiro post de 2013: Após anos vivendo em plena orgia gastronômica resolvi passar uma semana em um SPA e levei minha mãe comigo. Para nossa surpresa, convivemos bem comendo pouquíssimo e fazendo atividades físicas ao longo de todo o dia. Minha mãe não conseguiu ficar sem fumar, mas fumou em uma semana o número de cigarros que ela geralmente fuma em um dia, assim, mesmo não tendo ela conseguido ficar longe do vício, já a considero uma vencedora. O SPA era vegetariano, isso significa que também não comemos carne e adivinhem, eu não sinto mais nenhuma falta em minha rotina. O saldo foi positivo, ou seria negativo!? rsrsrs Eliminei quase 4 kg, 6 cm de abdôme, 4 cm de cintura e outras medidas não tão significativas, como por exemplo, 1 cm no braço esquerdo. Voltamos de viagem e eu continuo com a dieta, e isso significa dizer que cortei de vez a carne vermelha do meu cardápio. Procurei restaurantes vegetarianos e veganos em Santos e aqui em SP, e a cada dia almoço em um para conhecer. Vamos ver até quando vou continuar nesta batalha por menos peso, menos flacidez e mais saúde! Um bjo a todos!

domingo, 11 de setembro de 2011

Precisa-se desesperadamente de algo que me tire desta angústia sem fim, esta dor que não sai do meu peito e essa lágrima que insiste em correr pelo meu rosto que há muito não recebe um sorriso.
Precisa-se de um antídoto. Algo que me traga de volta à realidade, que coloque meus pés no chão e me mostre a direção que devo seguir.
Que porra eu tô fazendo da minha vida!?
Até que ponto ouvir nosso coração é o caminho ideal?
Meu coração dói, sangra e nada há para ser feito, a não ser esperar os dias passarem e ver se o tempo se encarrega de tudo.
Fase difícil. E muito.
Por que não escolho o mais fácil? Por que não olho para trás e pego minha vida de volta? A pergunta é: Eu quero minha vida de volta? Ou quero uma nova vida?
Toda mudança é dolorosa, mas essa está sendo dura comigo, tenho que exercitar a paciência, a autoconfiança, e o respeito ao tempo do outro.
Enquanto isso fecho os olhos e penso o que estaria acontecendo do outro lado da Serra, mas na verdade, preferia nem saber...

A Outra

Ser a outra deve ser fácil. Não que seja, apenas disse que deva ser, e não que seja, tudo apenas suposição desta mente fértil que prefere elucubrar histórias a encontrar verdades.
Sim, digo que deva ser fácil porque A OUTRA não tem a responsabilidade de cuidar, não tem obrigação de prestar atenção quando não está a fim, e o principal: não transa por transar.
Por outro lado, a outra faz tudo isso porque quer, ela ama cuidar, presta uma atenção infindável a qualquer manifestação do ser desejado e transa loucamente e sempre que pode, apesar de passar o tempo todo tentando pegar para si esta pseudo-obrigação, e tem todos os melhores momentos do parceiro (a), porque os momentos difíceis são sempre com O/A TITULAR.
A OUTRA, se envaidece porque tem todos os dias da semana, torna-se uma "mulher de feira"- segunda-feira, terça-feira, quarta-feira... Conta para os amigos que leva vantagem sobre O/A TITULAR, porque tem 5 dias, enquanto que esse tem apenas 2.

Ok.

Mas é no sábado à noite que A OUTRA se dá conta do quanto ela não tem a mínima importância. Percebe que na verdade os 5 dias a que ela se referia não passam de duas horas por dia, o que totaliza 10 horas por semana, enquanto que O/A TITULAR, tem, no mínimo 24 horas, sendo que ainda tem uma vantagem incomensurável: Acorda junto, dá bom dia olhando nos olhos, e pode ainda levar café na cama...

Então, cabe a ela esperar pacientemente o Fantástico, dormir e dar boas vindas à tão sonhada segunda-feira, quando tudo volta ao normal acompanhada da certeza de que terão mais 5 dias juntos.

É, talvez ser "A OUTRA" não seja tão fácil assim.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O dia em que a idade chegou

27 anos. Um marco.

Sabe quando você acha que tem o mundo nas mãos e que pode fazer o que quiser? Que tem tudo sob seu controle? Sabe quando você pensa que é a dona dos seus próprios sucessos e responsável por seus infinitos fracassos?
Sabe aquela sensação de poder dominar o mundo, ser invencível e onipotente?
Pois é, tudo isso acabou com 27 anos. Os responsáveis? Pico de pressão e FC altíssima.
Pela primeira vez a sensação de impotência me bateu. Eu não podia controlar meu corpo, e pelo contrário, quanto mais eu tentava, mais meus batimentos se aceleravam.
Em uma semana tomei captopril e Atonolol, remédio para pressão e coração.
Jurei para mim mesma, essa semana eu páro com o sal e tento relaxar um pouco.
Mas como? Com o sal eu consigo parar, mas de me estressar, isso eu não sei se consigo. Minha vida está de cabeça pra baixo. Profissionalmente tudo ok, aliás esse setor da minha vida nunca me deu problema... Mas o pessoal, ah, esse é bicho difícil.
Sensível e intensa como sou, todo e qualquer tipo de envolvimento que eu possa ter com alguém acaba refletindo na minha saúde, mas confesso que nunca me abalou tanto como agora.
Tudo bem que não sou mais uma menina, mas também não tô tão acabada a ponto de não conseguir segurar a onda de fortes emoções.
Saudades de quando eu me apaixonava por um coleguinha da escola e o máximo que podia acontecer era a boca secar, a mão tremer e o coração bater mais forte. Agora não. Agora eu preciso andar com um arsenal completo de emergência: um pra acalmar, um pra baixar a pressão, outro pra normalizar a frequência cardíaca, um pra dor de cabeça, um relaxante muscular e, claro, um pantozol pra proteger o estômago de tudo isso.
Conclusão: a idade chegou.
E depois dizem que o amor faz bem em todas as idades. Olha, não sei bem até que ponto isso é verdade, a única coisa que sei é que mesmo com tudo isso ainda sinto que vale a pena...

E assim, de uma forma meio torta de se compreender o sentido da vida, concluo que a paixão é o que alimenta nossa sede de viver e nos dá mais vontade de sermos cada vez melhores.

Por isso vou me matricular numa academia e começar uma dieta hoje. Afinal, ainda quero poder sentir tudo isso por muitos e muitos anos.

#Fui!

Os Imorais - Zélia Duncan

Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz
Os imorais
se chocam
por nós
Por nosso brilho
Nosso estilo
Nossos lençóis
Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz
Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz
Os imorais
sorriram pra nós
Fingiram trégua
Fizeram média
Venderam paz
Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Hot N` Cold

You change your mind
Like a girl changes clothes
Yeah, you PMS like a bitch
I would know

And you over think
Always speak cryptically
I should know
That you're no good for me

Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up

(You)
You don't really want to stay, no
(You)
But you don't really want to go

You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

We used to be
Just like twins, so in sync
The same energy
Now's a dead battery

Used to laugh about nothing
Now you're plain boring
I should know
That you're not gonna change

Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up

(You)
You don't really want to stay, no
(You)
But you don't really want to go

You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

Someone call the doctor
Got a case of a love bi-polar
Stuck on a roller coaster
Can't get off this ride

You change your mind
Like a girl changes clothes

Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up

You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up

(You)
You don't really want to stay, no
(You)
But you don't really want to go

You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down

(Kate Perry) - Porque o momento merece...
Tem gente querendo F#&%@ meu juízo. E tenho dito.

Só.

Apenas.

E já é muito.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Estranhos Conhecidos...

Hoje me pego pensando como podemos conhecer algumas pessoas tão bem sem sequer termos uma história ou vivido algo de extraordinário com esse alguém.
Percebo que sintonia e empatia estão interligadas num pequeno cordão, que às vezes estica e às vezes se rompe...
Como pode você gostar de uma pessoa que viu apenas uma vez e querer partilhar com ela momentos diários, intimidades e segredos profundos?
O ser humano é complexo. Ponto. E isso todos sabemos, não há novidade nesta constatação. Mas a complexidade dos sentimentos, pensamentos e conclusões é que permeiam o instrumento caótico que é a comunicação verbal e subliminar entre dois seres.
Por que não nos entregamos ao que sentimos e vivemos sem cobrar qualquer explicação da vida ou do outro? Por que temos que alimentar nossa desconfiança no que é certo ou deixa de ser? Por que temos medo de trocar o certo pelo duvidoso?
Por que tudo o que é irracional nos dá medo e afugenta nossa coragem?
O gostar é sublime, mas não permite subliminaridades. Não é certo tentarmos dizer algo por trás de palavras dúbias ou frases que permitem entonações tão diferentes quanto seus possíveis significados. Isso é covarde.
Bom mesmo é abraçar, beijar, permitir-se... E como diz Clarice, mergulhar!
Eu não tenho medo. De nada. De falsos julgamentos, de verdadeiras catástrofes, de meio-amores. Nada temo. A não ser o de me perder nos meus próprios conceitos e pré-conceitos, estabelecidos de acordo com a imagem de uma sociedade primitiva que se amolda à tecnologia do futuro, sem, contudo, acompanhar a evolução dos sentidos.
Estamos caminhando para um buraco sem fim. Conversas de horas numa mesa de bar estão sendo trocadas por "tecladas" do computador ou até mesmo do "touch" do celular.
Não sentimos cheiro, nem gosto. Estamos presos numa pseudo idéia de liberdade sem fronteiras que a cada dia nos aprisionam num universo cada vez mais só nosso.
Nossas expressões perderam viço, e foram transformadas em "emoticons", os quais sabemos utilizar bem melhor do que nossa própria reação. Não sabemos reagir a estímulos impactantes.
Tornamo-nos pessoas de cêra. E quando conhecemos alguém que nos permite reviver a arte de nos comunicarmos verdadeiramente, não podemos sabotar o que sentimos. Não devemos afastar o que nos faz bem. Na verdade, é bem mais que isso. Somos proibidos.
E isso só acontece com quem pouco conhecemos. Deve ser a busca pelo desconhecido brincando de pega-pega ou esconde-esconde com nossa própria verdade.

domingo, 26 de dezembro de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um novo (e eterno) amanhecer

E um belo dia a moça de sorriso triste, semblante desacreditado e coração murcho abriu a janela de seu quarto, admirou o sol nascendo, e pensou que talvez fosse a hora de seguir em frente e acreditar que poderia ser diferente.
Mas não dava...
Ainda não era a hora...
Passou mais um dia curtindo a amargura de ser diferente, de saber que o mundo não lhe compreendia, de ver que as pessoas vivem em seu egoísmo mais profundo e que neste mundo não haveria espaço para ela.
Assim passaram-se mais alguns dias...
Outras manhãs ensolaradas passaram por sua janela, uma andorinha pousou em seu parapeito a fim de lhe mostrar o mundo lá fora, um mundo que ela não conhecia, que fingia não conhecer, ou que simplesmente não QUERIA conhecer.
Baseada em dias passados, em que outros pássaros também tentaram lhe mostrar o mesmo, tentou se esquivar daquele ser que tanto queria lhe dar o mundo.
Parecia em vão.
Mas aquela andorinha era diferente. Tinha algo que as outras não tinham.
Ela estava realmente disposta a lhe mostrar que o Sol que brilhava do lado de fora de sua casa poderia ser o mesmo que brilhava para outras pessoas, mas o que fazia a diferença era a forma como cada uma percebia tal fenômeno.
Aquela andorinha era diferente. Seu olhar era mais profundo que o das aves anteriores.
Ela olhava aquela moça com uma intensidade e profundeza que fazia com que ela se sentisse segura para voar com ela. Mas o medo ainda a impedia.
Outras vezes caíra na conversa de outros pássaros que a seduziram e a fizeram desejar nunca ter acreditado neles.
Aquela andorinha era diferente. Era dona de uma magia que lhe dominava os batimentos cardíacos e fazia com que sua respiração ficasse ofegante todas as manhãs, enquanto aguardava a tão esperada visita.
Durante as 24 horas que se seguiam após a despedida, ela relembrava como eram as visitas dos outros pássaros, lembrava-se também que todos eles depois de um tempo deixavam de visitá-la... Era só ela demonstrar o quanto precisava deles. Isso fez com que ela não demonstrasse mais essa dependência para nenhum pássaro. Pois ela sabia e ressentia a dor que cada um lhe causou com sua ausência.
Mas...
Essa andorinha era diferente.
Com muita cautela e uma pitada de sabedoria, foi entrando em seu coração e preenchendo aquele vazio, restaurando cada pedacinho, semeando amor com dedicação e paciência, mostrando à moça que não precisava ter medo, que seria incapaz de lhe machucar.
Ela não queria. E queria.
Tinha medo. E não tinha.
Desejava sem querer e queria não desejar aquela presença que, como tatuagem, parecia ficar para sempre em seu coração.
Ela sentia uma saudade infinita e quando acordava se sentia ingênua por ter desejado tanto. E se houvesse qualquer atraso ela já se arrependia de tê-la desejado.
Mas o que será que os outros pássaros fizeram que a deixou tão incrédula?!?
Talvez eles nunca lhe tenham feito nada. Talvez ela mesma tenha se deixado machucar. Talvez tenham passado em outras manhãs apenas com a finalidade de fazê-la dar tamanho valor a esse pássaro. Uma andorinha que até hoje continua sobrevoando sua casa, pousando em sua janela e olhando-a com o mesmo zêlo e carinho do dia que trocaram as primeiras palavras, do dia em que apareceu em seu parapeito e a moça perguntou: "Oi, tá ocupada?!"
E assim ela continua todas as noites, olhando o céu, pedindo às estrelas e suplicando à Lua, que o Sol venha sempre acompanhado de SUA andorinha.

(Natalia Viotti)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Minha profissão

Tem gente que pensa que advogado não tem vida social. Bom, eu não penso assim, eu tenho absoluta certeza...
Nós estamos todos os dias fazendo audiências em vários lugares e depois ainda temos que retornar ao escritório para cumprir os prazos: fazer defesas recursos, manifestar-mos sobre despachos boçais, etc etc etc...
Tem gente que diz que advogado ganha bem e trabalha pouco. Por favor me apresentem esse cidadão que consegue essa mágica. Sim, porque até onde sei, os poucos que se dão a esse luxo já "ralaram" muito no passado, portanto, frágil a alegação genérica de que advogados não trabalham. Podemos, apenas e tão somente, afirmarmos que se trata de uma profissão na qual o indivíduo pode ter uma velhice tranquila, com conforto e algumas viagens que extrapolam o bolso do brasileiro comum.
Ah... isso eu posso dizer! Conheço vááááários advogados que passam o ano viajando, comprando, trocando de carro, e essa infinidade de coisas que nós, jovens, passamos anos a desejar.
Porém, posso dizer ainda, que esses também gastam boa parte de seu dia com terapias, fisioterapias, e todas as demais "ias" que nosso vil vocabulário conhece. Gastam também, boa parte do que ganharam, com remédios e mais remédios que possam lhe dar um pouco daquilo que perderam em grande quantidade quando eram jovens e buscavam crescimento profissional: SAÚDE.
Não quero me tornar uma advogada amarga e ranzinha com meus 40 anos, solteira e irritada como a maior parte das advogadas que conheço.
Preciso arrumar mais tempo para mim, estou em falta com meus amigos e lembro que a última vez que saí foi para o lançamento de um livro de Direito Desportivo do Dr. Lívio (foto abaixo). Isso mesmo, minha útima saída foi para relacionamento social/profissional!!!


Demos muitas risadas, aliviamos o estress do dia e estávamos ótimos para trabalhar no dia seguinte. E esse momento marcou demais um término de um ciclo e começo de outro. A partir deste dia passei a encarar a vida com outros olhos e a dar mais valor a tudo que ela me proporciona.

Hoje estou muito cansada, caindo de sono, e talvez não esteja escrevendo nada com nada, mas o fato é que eu sentia muita necessidade de voltar a escrever e da mesma forma que concluí que precisava trabalhar menos e dar mais atenção aos meus amigos, resolvi voltar a escrever, já que é um hobby que estava guardado no fundo de uma das gavetas da minha alma.

Não posso permitir que minhas vontades fiquem à margem do meu trabalho. Ele é importante sim, claro, pois sem ele não moraria onde moro e não frequentaria os lugares que frequento, mas de nada me adianta poder fazer todas essas coisas e não ter tempo para fazê-las ou aproveitá-las da forma que desejaria.

Decidi que ia parar de trabalhar e postar aqui, bem no meio do trabalho...

E não é que me fez um bem danado!?

Sinto uma saudade frenética de alguém que me coloco a refeltir que talvez não seja racional o que sinto.

Não sei o que está acontecendo. As palavras não traduzem sentimentos a esta altura. Esse ciclone que invadiu meu peito sem pedir licença, tampouco sem data para ir embora tem me tirado de órbita. Aliás, é um ciclone tão devastador e tão suave ao mesmo tempo, que custo a entender como é possível tamanho antagonismo.

Ou realmente tenho trabalhado demais a ponto de confundir o que eu mesma sinto, ou talvez devesse trabalhar mais ainda para pensar menos em tudo isso.

Não sei o que pensar, portanto, vou me entregar ao que sinto e... Pau no gato!!!

C'est la vie!!!

"E até quem me vê, lendo jornal, na fila do pão... sabe que eu te encontrei.."

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Muito feliz!!!!

















Amando essa nova fase!!!!

E que venhas coisas boas porque eu estou aberta a viver muito e mais!!!

domingo, 18 de abril de 2010

"O vento irá dizer, lento, o que virá..."

Posso ouvir o vento passar, assistir à onda bater, mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer vou acordar para o tempo e para o tempo parar:
Um século, um mês, três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
Posso ouvir o vento passar, assistir à onda bater, mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer vou acordar para o tempo e para o tempo parar:
Um século, um mês, três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
- Como pode alguém sonhar o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer
e isso, eu vi, o vento leva!

- Não sei mais
sinto que é como sonhar que o esforço pra lembrar é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem
então o que resta é chorar e talvez, se tem que durar, vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três, se as vidas atrás são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer lento o que virá,
e se chover demais, a gente vai saber, claro de um trovão,
se alguém depois sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!

(O Vento - Los Hermanos)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Decepções

Bom, mais uma semana acaba e graças a Deus é chegado o tão esperado fim de semana!!!

Nossa, esses dias têm sido muito complicados. Muito trabalho, muitos problemas e até decepções.

Meu carro quebrou em Moema, perto da casa de uma pessoa muito especial, pelo menos era como eu a enxergava. Não tive tempo de resolver o problema no mesmo dia e deixei para o dia seguinte.

Fiquei esperando o guincho das 17h30 às 21h, enquanto esta pessoa estava no bar bebendo com uma amiga que não via há um mês aproximadamente. Quanto a isso não vejo nenhum problema.

Fiquei muito chateada porque penso que poderia ter dado um pulo onde eu estava para me dar um apoio moral, coisa de 10 ou 15 minutos, e poderia ir junto com a amiga, já que eu tb a conheço.

Mas isso escapa da boa vontade, seria demais. Vale ressaltar que estava há poucas quadras de distância do tal bar, dava pra ir à pé até onde eu estava.

Meu, eu fico passada com essas atitudes.

Não contente, ainda me mandou um e-mail para que eu entendesse os SEUS motivos. Sinceramente, é muito egoísmo pro meu gosto.

Penso que qualquer relação que se estabeleça é cultivada à base de respeito, carinho, cumplicidade e companheirismo.

Seu e-mail foi fundamentado no fato de que se precisasse resolver algo, não iria procurar ninguém, iria resolver só e POUPARIA qualquer pessoa de ficar "sofrendo" junto.

Que pena. Acho que essa pessoa precisa aprender que muitos momentos ruins da nossa vida ficam melhores quando alguém está ao nosso lado.

Não a culpo. Qualquer ser humano que se relacionasse muito tempo com alguém que não se importa e não dá a mínima para a outra acabaria por se transformar numa pessoa individualista e insensível.

Não a culpo. Mas não sou obrigada a conviver com isso. Somos diferentes e hoje chego a conclusão de que não quero isso para mim. Não quero ao meu lado alguém que não consegue exergar nada além do próprio umbigo.

Não quero tomar nenhuma decisão precipitada, ainda gosto do que temos, ainda penso que podemos nos entender, mas para isso é necessária uma boa conversa.

Algumas atitudes nos afastam e fazem com que percamos o olhar apaixonado que antes nutria a relação. Estou triste porque penso que ao meu lado está uma pessoa que no futuro não me seja companheira. Quem sabe depois do que eu falar eu escute algo menos desfavorável que o e-mail que li.

Não queria que ficasse comigo o tempo todo. Não queria que não fosse no bar. Apenas me coloco em seu lugar e vejo que se fosse o contrário eu certamente pegaria a minha amiga e falaria: "amiga, que saudades!!! vc não sabe, a nat tá na maior enrascada, vamos dar um pulo logo ali pra ver como ela está? Depois a gente vai pro bar... só pra dar uma força e ela não se sentir tão desamparada..."

Pronto, mas isso seria impossível, afinal de contas três quadras nos separavam... Continuo passada.

Não sei o que respondo no e-mail, porque sinceramente, não tenho vontade de falar mais nada.

Uma coisa eu digo: EU MORRO E NÃO VEJO TUDO!

sábado, 3 de abril de 2010



Feliz e com saudades de você...

Páscoa é renascimento... Que assim seja com o nosso amor!

Te adoro muito e às vezes sinto que te amo. Como gostaria de saber se com você também é assim...

Será que um dia voltaremos a nos olhar nos olhos e encher a boca para dizer "eu te amo"?!




terça-feira, 2 de março de 2010

Oi, tudo bem?

"– Ola! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar um lugar no futuro... E você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo... Quem sabe?...
– Quanto tempo!...
– Pois é, quanto tempo!...



– Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios!
– Oh, não tem de que! Eu também só ando a cem!...
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!

– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos... Quem sabe...
– ...Quanto tempo!
– Pois é... Quanto tempo!...
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone! Eu preciso beber alguma coisa rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal!...
– Eu procuro você...

– Vai abrir!...
– Prometo, não esqueço...

– Por favor, não esqueça. Por favor!...
– Adeus!

– Não esqueço...
– Adeus!
– Adeus!" (Paulinho da Viola - Sinal Fechado)

E assim as pessoas vão se esquecendo...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Devaneios


O mundo é meu e eu tenho muito ainda pra viver, rir, chorar, aprender...
A vida é superação todo dia, um crescimento após o outro, um tombo e uma "sacudida". E é isso que é mais inspirador, a característica cíclica e evolutiva da espécie humana.

O fato de podermos ser mais do que fomos ontem e menos do que seremos amanhã nos torna pessoas cada vez mais fortes e donos de nós mesmos, seres capazes de construirmos pontes entre as pessoas de onde certamente sairão grandes e inabaláveis amizades. Para isso, respeite SEMPRE as pessoas que gostam de você, trate-as com carinho e NUNCA se utilize de uma confiança que em ti um dia foi confiada para se sentir mais ou melhor que alguém.

Perceba quais atitudes podem ferir gravemente alguém, pense se é algo que realmente você precise ou se apenas se trata de um capricho, pois aprendi que os caprichos se acabam e você percebe que magoou alguém querido com toda a força, sem ser REALMENTE necessário.

Viver não é fácil, mas não é por isso que devemos tornar ainda mais difícil.




Pra Terminar

"Pra começar
Dizer que o amor chegou ao fim
Esqueça de me perguntar
Se ainda há amor em mim

Pra te enganar
Escondo num sorriso a dor
Que sinto ao te ver passar
Na rua com seu novo amor

Se eu te encontrar
Não me pergunte como eu tô
Não saberia te explicar
Pra mim ainda não terminou

(...)

E pra terminar
Dizer que o amor chegou ao fim
Esqueça de me perguntar
Se ainda há amor em mim"

(Ana Carolina)